Escritor de códigos

Entre telas, janelas, terminais, editores de texto, navegadores e folhas de papel, passo meus dias. Sou escritor. Não exatamente desses que debatem política, economia e fatos do cotidiano. Sou dos menos nobres, dos mais estranhos ou dos mais quadrados, ao critério do freguês.

Escrevo, primeiramente, por hobby. Gosto de retratar o coditiano de maneira densa e estruturada, sem perder seus detalhes. Para tanto, tomo como base as condições e as repetições de eventos.

Faço isso cuidadosamente. Um deslise é o bastante para ser mal interpretado. Uma pontuação errada pode colocar tudo a perder. Nesse meio, a linguagem é tudo. É preciso estar atento. Linguagens vêm e vão. São efêmeras. Termos entram em desusos. Marcações são substituídas. Gírias e modismos emergem para sinalizar a chegada de uma nova geração. O que fica? A necessidade de retratar, de forma clara e concisa, o que acontece na vida cotidiana, independente da ferramenta utilizada para tal.

E assim, de código em código, prosseguimos. Como programadores, temos o dever de manter as máquinas atualizadas sobre o que ocorre aqui fora. Tudo com muita cautela.